O fim do fim


Tempos atrás mandei um email para um colega combinando uma reunião.

Ele respondeu dizendo que não poderia. Mandei outra sugestão de data, ele topou.

Mandei de volta um email com "Ok, fechado".

Ele respondeu "Até lá". Não respondi, entendendo que a conversa tinha acabado.

Dias depois ele reenviou o email "Até lá".

Respondi com um "Até lá".

Ele devolveu, minutos depois, com "Até".

Não respondi. Dito e feito: horas depois, email encaminhado novamente com o "Até".

No dia da reunião ele não apareceu.

Mas fica a dúvida: quando uma conversa acaba?

A mãe de todos os vícios

 

Outro dia, em um elevador em um desses prédios inteligentes (?) na Vila Olímpia.

Estava indo embora, tomei o elevador no 15o. andar. No 12o. ele parou, entrou uma moça, apertou o 11o.

Sem dar um instante, virou-se e disse, em tom enfezado:

"É, eu sou preguiçosa mesmo, desço um andar de elevador, pode me chamar de preguiçosa".

Sorri e não disse nada. O elevador parou, ela saiu, mas não sem completar:

"Pode me chamar de preguiçosa, sou mesmo".

Sorri novamente sem dizer nada enquanto a porta fechava.

Que estereótipos nacionais não significam nada dá para entender no primeiro contato com outros povos.

Argentinos são simpáticos e solícitos, franceses podem ser muito educados, italianos originais gesticulam bem menos do que italianos brasileiros e assim por diante.

Mas, quatro anos atrás, antes de ir para a ilha, não faltaram histórias tenebrosas de como os ingleses eram frios, distantes e evitavam os estrangeiros.

E faz quatro anos que estou procurando esse tipo de inglês.

Aparentemente, não moram na Inglaterra.

 

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