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Fluorescências

 

Reportagens, vídeos, áudios. Folhas, CDs e DVDS sobre a mesa. 

Ler e corrigir antes de dizer "ôba, férias!" e continuar trabalhando.  

Vários bons, outros muito bons, algumas picaretagens, a cópia de praxe da internet.

Mas o melhor é ver em alguns a fagulha do gênio.

Espetacular.



Escrito por LM às 09h08
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Sem título

Uma interpretação esplêndida de John Simms na série britânica Dr Who.

"Funny is like this. Not funny is like this".



Escrito por LM às 18h17
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Limão, groselha e tamarindo

 

Lanchonete na galeria da Jovem Pan, na Paulista.

"Boa tarde, a senhora tem aquela barrinha de chocolate da Bauducco?"

"Tem barra de cereal, tem esta de frutas, essa daqui de nutri. E tem de chocolate".

"...a de chocolate da Bauducco?"

"Tem a barrinha da Nestlé e esses chocolates, o suflair, tem esse diamante negro também".

"Só perguntei se tinha a barrinha de chocolate da Bauducco".

"Ah, aquela de chocolate, que também tem goiabinha e bananinha?"

"Isso, essa mesma".

"Essa? Deixa ver... Não, acabou".

Às vezes o planeta acorda com vontade de tirar uma com você.

Humpf.



Escrito por LM às 13h52
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"Gotta work, like Kirk e o Vulcano" (Pato Fu)

 

Sabe aqueles dias em que você tem tanta coisa para fazer que, não importa por onde você comece, você já está atrasado?

Então.



Escrito por LM às 16h10
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Baú plano

 

É fascinante encontrar um daqueles disquetes de 3 e 1/2 polegadas. Havia um no fundo de uma gaveta. Na etiqueta, o nome de uma colega de sala e uma data, "1997", terceiro ano de faculdade.

Abri o disquete como quem abre um baú de papéis velhos. Arquivos em word 6.0, word97 - última geração, na época.

Trabalhos de faculdade, cifras de música, duas listas de canções para gravar uma fita - naquele tempo pessoas trocavam fitas cassete com suas músicas preferidas. Forma arcaica de socialização.

Legal foi encontrar textos de doze anos atrás. Algumas surpresas - "céus, então eu escrevia assim?" - e a curiosidade de lembrar como cada texto foi escrito, quando, onde, como e porquê.

(Lei de Murphy invertida: se o disquete tivesse dados importantes não teria sobrevivido doze anos; como eram amenidades, todos os arquivos  em ordem).

Eram críticas de filmes, músicas, livros. Alguns trabalhos de faculdade, questões de Ciência Política, Ética, trabalho de Rádio. Tudo original: copiar da internet ainda não tinha ocorrido a ninguém.

E, no final, uma foto digital, tirada na época por um colega de sala que nunca mais foi visto.

E uma turma, doze anos atrás, doze anos no presente. 

O mundo é nossa ostra.



Escrito por LM às 18h33
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